20 de setembro de 2017

está na berra # 78

Meninas, as boinas continuam na moda, assim, mesmo-mesmo na moda.
Eu vou aderir.
Óbvio.
E vocês?

19 de setembro de 2017

leitura em dia # 18

O último livro que li nas férias foi o genial The uncommon reader de Alan Bennett.
Na realidade, não o li.
Devorei-o.
Devorei-o num só dia.
A história é fantástica e até me identifiquei com a personagem principal, a rainha de Inglaterra em pessoa.
Certo dia, a rainha encontrou uma biblioteca ambulante nas imediações do palácio e descobriu o prazer da leitura.
A sua vida e a dos que a rodeavam mudou a partir daquele momento.
Passou a preocupar-se mais com os outros e tinha a necessidade de recuperar o tempo perdido e ler incansavelmente.
Claro que a rainha não contava que o seu entusiasmo pela leitura a desviasse de todos os seus compromissos.
Ficava absorvida pela leitura e desleixava-se de tudo o resto.
Tudo passou a entediá-la.
Quando saía à rua no seu coche, para premiar as multidões com acenos aristocráticos, não conseguia parar de ler. Era necessário alguma perícia para conseguir fazer as duas tarefas ao mesmo tempo, mas a rainha estava à altura desse desafio.
Havia alturas em que desejava nunca ter aberto um livro, mas era tarde demais.
Um dia, começou a escrever e a pôr os seus pensamentos em papel.
Não queria apenas ser uma leitora, um mero espectador que assiste ao desenrolar da ação.
Sempre que estava a escrever, estava a "fazer" algo.
Sentia que esse era o seu dever e sempre foi muito boa a cumprir os seus deveres.
No dia em que fez oitenta anos, deu uma festa no palácio e convidou muita gente.
Comentou, então, que tinha vontade de escrever.
Por vezes, a escrita poderia desviar a atenção dos poderes da realeza e houve escritores que tiveram mesmo de abdicar do trono para fazê-lo.
Oh, did I not say that? But... Why do you think you're all here?
E assim terminou a história.

18 de setembro de 2017

agasalho

O outono está aí à porta e sabe bem ter um casacão quente que nos agasalhe nos dias mais frios e que possa andar connosco para todo o lado.
Um que vá bem com tudo: com jeans, com saias, com ténis, com tudo!
Este casaco leopardo da J. Crew custa 363 sapatinhos e é o espécime perfeito para os dias mais gélidos, sem descurar o estilo.
Para que não vos falte nada!
Amo!

17 de setembro de 2017

os meus cinco minutos # 18


Portugal. Quiçá Brasil.

Século XVII.

Chega a Inquisição e bate à porta do António.
Truz! Truz! Truz!
Chega armada, a Inquisição.
Arrogante e altiva.
Mas é ela quem manda e António sabe-o bem.
Então, coseu-lhe a boca e atou-lhe as mãos, para que não orasse e para que não pintasse.
Disse-lhe que a culpa era do Barroco.
Que o denunciara.
E bastava isso.
Bastava alguém apontar o dedo para que todas as portas se abrissem e tudo acabava, inexoravelmente, por desaparecer. Até a própria existência.
Barroco vem da palavra "barrueco" que significa pérola imperfeita.
Por isso mesmo, por ser imperfeita, ainda que com o estatuto de pérola, o "barrueco" foi, durante muitos anos, uma designação altamente pejorativa que caracterizava formas de escrita, pintura e escultura consideradas pelos amantes da simplicidade como um estandarte de mau gosto; eram demasiado excêntricas, extravagantes, teatrais.
António criava, precisamente, formas de arte espetaculares e faustosas, longe da simplicidade do vizinho Renascimento, recatado e silencioso e, portanto, sensato e inteligente.
António era ruidoso e isso incomodava.
Claro que António precisava do Barroco como um mendigo precisa do pão para a boca.
O Barroco era a sua tentativa de fuga a um ambiente pesado e excessivamente vigiado, pois todos sabemos que a falta de liberdade conduz à evasão.
Então, como estava a dizer, a Inquisição entrou-lhe porta adentro.
Consumiu-o.
Revirou-o.
Coseu-lhe a boca e atou-lhe as mãos e António ficou pequeno, pequenino, pequeníssimo.
António encolheu-se e cabia na palma da mão.
Media cinco centímetros apenas, se tanto!
A Inquisição sacudiu-o, com unhas e dentes, rasgou-o e feriu-o e largou-o, por fim, inerte.
Mas ficou de atalaia, à espreita, de peito feito, muito bem encostadinha junto à porta, junto às janelas, por entre as ruas e nos rostos das pessoas que se cruzavam consigo.
E deixou-lhe o Medo.
E o Medo passou a ser como um cão.
Passou a segui-lo, a farejá-lo, a deitar-se aos seus pés e a lamber-lhe as feridas.
O Medo passou a dormir consigo e a comer ao seu lado.
- Vieira!
Mas não era ninguém.
Era apenas o Medo que o consumia, pois a Medo vivia, a Medo escrevia e a Medo calava.

16 de setembro de 2017

dsquared2

O improvável acontece este outono.
Os gorros de lã misturam-se com as camisolonas largueironas, os brincos enormes, os pelos fartos, os tecidos florais esvoaçantes e as botonas robustas, estilo militar.
Feminilidade e conforto num só look!
Mental note: não esquecer de recriar este look!!

15 de setembro de 2017

o raio da bicharada # 48

Alguém se andou a portar muito mal, ai, andou, andou!! Alguém se alapou em cima do meu computador e andou a criar ficheiros atrás de ficheiros. O pior é que, depois, nem sequer consegue disfarçar...
É tudo à descarada, do género não-é-nada-comigo!



14 de setembro de 2017

leopardo

Hoje vamos falar um pouco do padrão leopardo.
O que vos parece?
O padrão leopardo é já um clássico e disso não há dúvida, pois não?
Odiado por muitos, amado por outros tantos, ninguém fica indiferente a ele.
Cada vez mais, o padrão leopardo tem vindo a ser aclamado por vários designers e reinventado em versões originais com novas cores, texturas, aplicações ou oversized.
Este outono/ inverno, não é exceção.
Inspirado no passado e em ícones de moda intemporais, este padrão não vai passar despercebido nas ruas portuguesas, em versões mais sofisticadas e associado a todo o tipo de acessórios.
Obrigatório aderir da cabeça aos pés!!







13 de setembro de 2017

os meus cinco minutos # 17

Conheci a Ana e a mãe da Ana na esplanada do Palhota, em Armação de Pêra.
Conversámos pouco, enquanto eu bebia uma Super Bock e a paisagem olhava para mim e eu para ela - parecia que nos conhecíamos há muito!
Conversámos sobre as férias e sobre o trabalho e sobre o tempo.
São trivialidades que funcionam sempre quando não conhecemos muito bem a pessoa que está à nossa frente.
O tempo está fantástico!
Que dias agradáveis, estes!
A água está boa, mas estava mais quente o ano passado, sabe, nós temos casa aqui. - alguém responde, neste caso, a mãe da Ana.
Coisas assim.
A mãe da Ana, muito loura, louríssima, falava do marido, que era médico, que trabalhava no hospital não sei das quantas, que era um lente, que ganhava bastante bem e que estava sempre a viajar, por isso não estava com elas, ali.
Estava em Angola ou no Dubai ou onde quer que fosse.
A Ana era professora e não tinha ficado colocada no ano anterior e neste logo se veria, que devia ter escolhido outro curso, não aquele, que não tinha saída e que não servia para nada e nós bem a avisámos, mas ela não quis saber.
A Ana teria uns vinte e poucos anos e possuía uns grandes olhos escuros.
Só me lembro disso mesmo, dos seus grandes olhos escuros, profundos como um poço; tão profundos que quase conseguia atirar-me lá para dentro e afogar-me neles.
Queria comprar um chapéu de palha para a mãe, mas não tinha assim muito dinheiro.
Conseguiu comprar um por cinco euros, disse-me.
Não podia gastar mais do que isso, mas o chapéu era lindo.
Saiu da loja com um saco na mão e um sorriso no rosto.
Ah! Sim. Também me recordo do sorriso da Ana.
Só o vi, realmente, depois de comprar o chapéu para a mãe e depois de sair da loja com o saco na mão.
- Toma. - entregou-o à mãe.
Novamente o sorriso. O tal sorriso grande que lhe preenchia todo o rosto e lhe escondia o nariz e até os olhos, os grandes olhos da Ana.
- O teu é mais bonito. - respondeu-lhe a mãe. - Foi o meu marido que lho deu o ano passado. Veio da Tunísia. Deve ter custado uma fortuna. É lindo, não é? - voltou-se mim, nos seus grandes caracóis e no seu batom que tingia levemente os dentes da frente.
Sim, era.
Era um chapéu grande, enorme, aliás, com uma tira de linho rosa-velho e mil e um pompons, ali, agarrados, com unhas e dentes, de todas as cores, e uns quantos búzios e umas argolas douradas a miarem para quem passasse.
No dia seguinte, a mãe comprou um novo chapéu para si.

12 de setembro de 2017

sapatinho fit... ou talvez não # 83

Digo-vos, já estou fartinha de ouvir Anas Mouras e afins no ginásio.
Fartinha!
Sinceramente, acho que preciso de mudar de estratégia o quanto antes, pois senão isto não dá assim muito rendimento.
Só para terem uma noção, ainda no outro dia estava a andar na bendita elítica, quando começou a dar "Dunas", dos GNR (I'm old school, I know...).
Será escusado dizer que, quando ouvi aquela parte "em câmara lenta como na TV", o meu ritmo na elítica era quase inexistente.
Posto isto, alguém tem alguma sugestão de músicas animadas para gravar na minha playlist?
Alguém?
Uma alma caridosa???

11 de setembro de 2017

o sapatinho foi à rua # 438

O vermelho, esta estação, usa-se da cabeça aos pés.
Os amigos, esses, são sempre bem-vindos nas nossas vidas!
Mostramos-lhes Aveiro.
Bebemos um chá.
Damos dois dedos de conversa.
O fim-de-semana foi assim!
Inspiração:
#redvalentino
#redfendi
#redgivenchy  











10 de setembro de 2017

pelo

Pronto, já percebemos.
O pelo está mesmo-mesmo-mesmo na moda.
O vermelho também.


9 de setembro de 2017

leitura em dia # 17

Outro livro que me acompanhou estas férias foi O Caso Jane Eyre, de Jasper Fforde.
O Nuno ofereceu-mo numa Feira do Livro, em Armação de Pêra, o ano passado, mas foi ficando pela estante e nunca mais lhe peguei.
Embora não faça o meu género, foi uma leitura de verão leve e divertida.
Todo o enredo gira à volta de Quinta-Feira Seguinte, a protagonista, uma detetive literária que lida com casos altamente improváveis, com um assassino frio e implacável que se metamorfoseia de mil e uma formas.
Este policial revela-nos uma história surreal e mirabolante onde a realidade e a ficção se entrecruzam de forma confusa e pouco consistente.
Viagens no tempo, dodós, mortes, falsificações de livros, invenções estranhas e buracos negros são alguns dos elementos que nos vão surpreendendo ao longo da obra.
Embora tenha conseguido ler o livro em dois ou três dias, entre bolas de berlim, idas à praia e uns quilos valentes de gelado, achei que a história ficou muito aquém das expectativas, tendo sido demasiado superficial e com personagens pouco interessantes.
A descrição é praticamente nula e não existem devaneios de alma ou dissertações filosóficas, o que, só por aí, já é um ponto a menos.

8 de setembro de 2017

versace fall winter

Hoje venho aqui para falar um pouco de moda e das novas tendências que vão agitar a calçada portuguesa.
Se há algo de que gosto na moda, sabem, é a ousadia e a originalidade. 
E Versace fez isso mesmo de forma irrepreensível. 
Já a pensar um pouco no outono, porque é bom pensar mais à frente, deixo-vos com a nova coleção da Versace para a próxima temporada. 
Este inverno parece gritar women's power a plenos pulmões.
A mulher surge forte, arrojada, determinada e confiante. 
Usam-se os gorros, as malhas, as transparências, os volumes, as flores, as sandálias, as mensagens statement, o pelo, os plissados, as texturas ricas e os cabelos pintados com cores fortes e inesperadas. 
Deparamo-nos com muitos amarelos, pretos, vermelhos, azuis, cremes.
Adorei este desfile. 
Tinha de partilhá-lo convosco!








7 de setembro de 2017

sapatinho fit... ou talvez não # 82

Depois de ter partilhado com todos o sofrimento do meu primeiro dia no ginásio, tive uma aluna-minha-que-eu-adoro, a Bia, que reagiu de forma ternurenta às minhas palavras: "Stora eu n gostaria nada de ter estado no seu lugar naqueles 50 minutos."
Mas mais, a Bia não se ficou por aqui e enviou-me um vídeo no messenger que tenho de partilhar convosco.
Na realidade, o nome da música é "Gorda", por isso não sei bem com que linhas me coser, mas a letra é o máximo.
O video clipe é do humorista Turulipa e mas vale a pena ver.
É de morrer e chorar por mais!!
Obrigada, Bia!!! ;)

6 de setembro de 2017

leitura em dia # 16

Um dos últimos livros que li, nestas férias, foi O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Na realidade, e fica aqui entre nós, não morri propriamente de amores pela obra.
Aliás, a história principal era constantemente cortada e recortada por pequenas tiras de estórias secundárias e isso aborreceu-me imenso.
À exceção da primeira subestória, sobre a qual me debruço aqui, não apreciei muito as restantes.
Deixo-vos com o resumo da obra.
Há dezenas e centenas de anos, na Dinamarca, havia uma grande floresta onde morava um Cavaleiro com a sua família. A maior festa do ano era no inverno, na noite de Natal, em que havia sempre azáfama em sua casa.
Certo Natal,  aconteceu algo inesperado.
Terminada a ceia, avisou que, dali a um ano, partiria em peregrinação à Terra Santa para passar o Natal seguinte na gruta onde Cristo nascera. Também ele queria rezar ali. Partiria na primavera seguinte e, dali a um ano, estaria em Belém. Após o Natal, regressaria novamente e, daquele dia a dois anos, estariam reunidos.
Naquela altura, ir da Dinamarca à Palestina era uma grande aventura.
O Cavaleiro chegou à Palestina e seguiu para Jerusalém.
No dia de Natal dirigiu-se para a gruta de Belém onde rezou toda a noite.
No final de fevereiro, partiu para o porto de Jafa, onde foi obrigado a esperar pelo bom tempo; só embarcou em meados de fevereiro.
Finalmente, chegou à cidade de Ravena, nas terras de Itália.
O Mercador disse ao Cavaleiro para ir com ele até Veneza e assim foi.
O Cavaleiro nunca tinha imaginado que pudesse existir no mundo tanta riqueza e tanta beleza.
O Mercador alojou-o no seu palácio. Do outro lado da varanda via-se um palácio onde morava Jacob Orso.
Antigamente, também tinha morado ali Vanina, a rapariga mais bela de Veneza. Ainda criança, Orso prometeu-a em casamento a um parente seu chamado Arrigo. Quando ela fez dezoito anos, não quis casar com ele, pois era velho, feio e maçador. Então, o tutor fechou-a em casa e nunca mais a deixou sair senão em sua companhia, ao domingo, para ir à missa. Durante os dias, suspirava e bordava. À noite, debruçava-se na varanda do seu quarto e penteava os cabelos loiros e compridos. Os jovens rapazes de Veneza vinham ver Varina pentear-se, mas nenhum se aproximava, pois Orso anunciara que mandaria apunhalar aquele que ousasse namorá-la. Um dia, chegou a Veneza um belo homem que não temia Jacob Orso. Chamava-se Guidobaldo e era capitão dum navio. Certa note, Guidobaldo viu Vanina a pentear os cabelos e apaixonou-se. Passado um mês, foi bater à porta do tutor pedir a mão de Vanina. O homem deu-lhe um dia para sair da cidade. Nessa mesma noite, os dois afastaram-se numa gôndola e sumiram no nevoeiro de outubro. Na manhã seguinte, o navio de Guidobaldo já tinha desaparecido. Vanina e Guidobaldo casaram e nunca mais foram encontrados.
Esta estória termina e continua, novamente, a narrativa do Cavaleiro.
Em conversas, festas, ceias e passeios passou-se um mês e, dali a três dias, o dinamarquês deixou Veneza montado num cavalo. Aconselhado pelo Mercador, a meio da viagem para Génova,  resolveu fazer um desvio para Florença.
No princípio de maio, chegou a Florença e procurou a casa do Banqueiro, onde ficou hospedado.
Ali, ao contrário da sua terra, os homens falavam sabiamente de matemática, astronomia, filosofia, estátuas antigas, pinturas, poesia, música, arquitetura.
Mais uma vez, interrompe-se a narrativa principal para ouvirmos a estória de Giotto, um pintor discípulo de Cimabué, o primeiro pintor de Itália.
Mais à frente, é-nos igualmente relatada a estória de Dante, um amigo de Giotto que ele retratou e que foi o maior poeta de Itália.
O Cavaleiro, maravilhado, resolveu demorar-se mais algum tempo naquela cidade.
Passou um mês.
Dentro de três dias, partiu mas, a pouca distância de Génova, adoeceu.
Foi bater à porta de um convento e, após cinco semanas de descanso, continuou o seu caminho. Dirigiu-se para Génova.
Era final de setembro e todos os navios que seguiam para a Flandres já tinham partido.
Resolveu seguir viagem por terra, a cavalo, até Bruges.
Depois, dirigiu-se para Antuérpia, onde foi recebido pelo Negociante flamengo, em sua casa. Lá, um dos capitães dos seus navios começou a falar das suas viagens e mais uma estória começa.
Em novembro, partiu.
Caminhou durante longas semanas.
Na véspera de Natal, ao fim da tarde, chegou a uma pequena povoação que ficava a poucos quilómetros da sua floresta. Aí, foi recebido com grande alegria pelos seus amigos que o julgavam perdido. Emprestaram-lhe um cavalo e, na madrugada seguinte, dia 24 de dezembro, partiu.
Chegou à pequena aldeia dos lenhadores e partiu novamente.
Às páginas tantas, o nosso heróis estava, irremediavelmente, perdido.
Para piorar a situação, apareceram lobos.
O dinamarquês rezou e, na massa escura dos arvoredos, cresceu uma pequena claridade.
Tudo brilhava.
Apercebeu-se de que não era uma fogueira.
Era a clareira de bétulas onde ficava a sua casa.
Os anjos do Natal tinham-na enfeitado com dezenas de pequeninas estrelas para o guiar.
É por isso que, na noite de Natal, se iluminam os pinheiros.
Vitória, vitória, acabou-se a história!

5 de setembro de 2017

sapatinho fit... ou talvez não # 81

Na realidade, ontem, acabou por ser o meu VERDADEIRO dia no ginásio.
O primeiro  dia mesmo a sério, em que me esforcei até ao limite, até não poder mais.
Para já, decidi ir ao Fitness Hut com as galinhas, lá para as oito da manhã.
Como devem imaginar, ia super determinada e com vontade de soar até ficar com um corpaço entre o da Gisele BÜndchen e o da Sara Sampaio, mais coisa, menos coisa.
Mal cheguei à zona das máquinas, parei.
Fiquei indecisa entre a passadeira e a elítica, o que é compreensível, pois toda a gente sabe que a elítica não é para bebés.
É para gente que sabe o que faz.
Claramente que não era para mim, mas fui teimosa à mesma.
Escolhi a elítica, pois achei que ia fazer milagres e que ia ficar com uns glúteos de aço apenas na primeira utilização.
Sou assim, um ser inocente e crente.
Logo ali, a coisa não correu assim tãoooo bem.
Lembrei-me de pegar no telemóvel para ouvir música, mas esqueci-me de ligar os headphones e a música berrou a plenos pulmões pelo ginásio fora, estão a ver?
Foi constrangedor, pois ficou toda a gente a olhar para mim.
Fiquei atrapalhadinha de todo, confesso, até porque nem sequer era música própria para ginásio.
Passo a explicar.
Era Ana Moura.
Sim, Ana Moura.
E já toda a gente ali devia pensar que eu era completamente alucinada.
Mas... vejamos pelo lado positivo.
A música a seguir era "Que sa foda", de Deejay Télio.
Do mal o menos, pensei.
Livrei-me de boa!
Consegui pôr os headphones mesmo a tempo e lá me enfiei na bendita elítica.
Enfiei-me, sim, mas não sabia sequer no que me estava a meter.
Primeiro, comecei a pedalar lentamente na máquina e as luzes do visor começaram a piscar.
Como não conseguia ver o timing nem nada e queria cronometrar a pedalada, se é que me percebem, chamei o instrutor, que lá me ajudou, mas que percebeu facilmente, como dois mais dois serem quatro, que já tinha mexido em demasiados botões e que aquilo não estava assim lá muito famoso.
Às páginas tantas, depois de muita luta, a elítica começou a funcionar e foi uma vergonha.
Foi uma vergonha, pois tinha de pedalar para a frente e, pelos vistos, estava a pedalar... para trás.
Meus deus!!
Poderá haver algo mais ridículo do que pedalar para trás numa elítica????
Não, claro que não.
Era uma pergunta de retórica, claro.
Escusam de responder.
Com calma e muita vergonha na cara, lá me pus a pedalar para a frente, como as pessoas normais.
Claro que o homem percebeu logo que eu não dava uma para a caixa e que aquilo, para mim, era chinês, mas adiante.
Pedalei horrores.
Tinha caminhado um minuto e vinte e sete segundos inteirinhos e já estava toda arreada.
Consegui perfazer dez minutos, não sei como, mas consegui, e saí de lá a escorrer.
Terminei o meu treino em cinquenta minutos.
Dei o meu máximo.
Uma coisa curiosa no meu corpo e que pouca gente sabe é que não sinto dores musculares depois de fazer exercício físico.
É a mais pura das verdades.
Na realidade, sou assim desde que me conheço.
Esforço-me.
Suo e tal.
E nada.
Por isso, do mal, o menos, certo?
Até quarta!

4 de setembro de 2017

sapatinho fit... ou talvez não # 80

E nesta onda de querer ir ao ginásio e (tentar) alimentar-me melhor, decidimos ir ao Mercado da Costa Nova comprar uns legumes, uma frutinha e um peixinho do bom.
Ir ao mercado é uma ótima opção para comprar produtos mais fresquinhos e biológicos.
Nisto, enquanto escolhíamos uns tomates e uns cogumelos, fui abordada por uma jovem muito simpática que se virou para mim e perguntou se eu era a blogger do Moda no Sapatinho.
Eu disse que sim. 
E ela disse que me seguia. 
Foi um pouco estranho, pois nós escrevemos deste ano e até sabemos que alguém nos lê, mas é muito raro sermos abordados assim na rua. 
Acho que foi a terceira vez que tal me aconteceu. 
Agradeci-lhe, abracei-a, comovida, e fiquei um pouco envergonhada. 
O filhote disse: "Estás a ver, mamã? Já estás a ficar famosa!" 
P.S. - Em relação aos meus pequenos pecados,prometo diminuir a quantidade semanal de McFlurry Snickers, mas vai custar taaaanto!!!!!

o sapatinho foi à rua # 437

Este foi o look de ontem.
Branco total.
É verdade que os patanecos da Disney estão na berra.
O Mickey e a Minnie são uns fofuchos e ficam bem em todo o lado!
Esta sweatshirt foi-me dada pela espuma-do-meu-café numa operação surpresa 
mamã-quero-ir-ao-continente-e-enfiou-se-na-MO-para-sair-de-lá-de-dentro-com-esta-coisinha-fofa.
Obrigada por seres como és, filhote!
#mylove
   








3 de setembro de 2017

judo é no tatami # 44

Este sábado foi o grande dia de unirmos o 4JUDO ao Ultimate: judultimate, para os amigos!!
Juntaram-se alguns camaradas (poucos, pois as férias ainda andam por aí e há que aproveitar cada minutinho, enquanto se pode, e nós até compreendemos isso melhor do que ninguém, mas adiante) e toca de meter os gambozinos a praticar um pouco de Judo.
E não é que correu tudo tão bem?
Saíram-se melhor do que a encomenda, foi o que foi!
O Seb já tinha feito Judo há muitos anos e percebia imenso da modalidade, portanto, foi apenas um reavivar de emoções.
Quanto ao Fábio e ao Licínio, tiveram de meter mãos à obra e o resto foi muito intuitivo.
O Nuno tratou de dar as explicações e as exemplificações ficaram a cabo da nossa querida Gabriela.
Fizemos o aquecimento e praticámos várias técnicas de solo e algumas projeções.
No fim, tivemos luta no chão e em pé (claro que consegui escapar-me às lutas; depois do meu primeiro dia no ginásio, na sexta-feira, ainda ter de levar porrada, era um bocadinho demais para mim, não acham?)!
Houve gargalhadas, sentido de humor, partilha de conhecimentos, amizade e tempo de qualidade à brava.
Julgo que a experiência foi positiva para todos.
Agora, vamos fazer umas trocas e praticar as duas modalidades de vez em quando.
São sempre bem vindos!!!



Adorei a experiência!!!