22 de outubro de 2017

white shoes

Se apenas tivesse de comprar uma coisa esta estação, o que seria?
Os sapatos brancos, em pele, com folhos, da Zara, por €49,95.
Que pergunta!

Silly question!

21 de outubro de 2017

bandoletes

Uma das tendências mais cooI deste outono são os acessórios para o cabelo.
Sabiam?
Eu sei disso.
A Chanel sabe disso.
A Altazurra sabe disso.
A Telperley London sabe disso.
E, basicamente, todas as fashionistas e mais alguma sabem disso também.
Quem ainda não aderiu, deve pensar duas vezes, pois esta é uma afirmação de moda que vai fazer a diferença em todo o outfit.
A bandolete fofa-como-só-ela, warm feeling, da Parfois, em imitação de pelo, por €5,99 é topo!
Chiques e descontraídas, ficam a matar com qualquer look.
Incontornáveis, as sacaninhas!

20 de outubro de 2017

uma árvore pela floresta

Há uma campanha que nos vai ajudar a plantar árvores.
Estão interessados?
Até 30 de novembro vamos ter a oportunidade de ajudar a plantar árvores autóctones em Portugal com a campanha "Uma árvore pela floresta".
Este projeto, que junta a Quercus e os CTT, não é de agora e tem uma novidade para este ano: a extensão destas plantações ao concelho de Castanheira de Pêra, um dos concelhos recentemente mais afetados pelos incêndios.
Estas árvores são doadas por nós. Basta que adquiramos o kit "Uma árvore pela floresta", por apenas 3 euros, até 30 de novembro.
Este kit corresponde à plantação de uma árvore pela Quercus, até à primavera de 2018.
O kit é composto por uma "árvore" em cartão reciclado, reproduzindo uma espécie (este ano é uma azinheira), e um código que serve para registar a árvore que a Quercus irá plantar e para identificar a sua espécie e o local de plantação (assim, durante 5 anos, permite-nos consultar a sua evolução no bosque onde foi instalada).
A Quercus explica: "Com este projeto pretende-se promover a criação de bosques autóctones, os quais oferecem uma maior resistência à propagação dos incêndios e são os que mais amenizam o clima, promovem a biodiversidade e protegem a nossa paisagem, a água e os solos".
Para mais informações, cliquem AQUI!
Eu vou ajudar!
E vocês?

19 de outubro de 2017

sapatinho fit... ou talvez não # 85

Meninas, confesso, para mal dos meus pecados, acabei por ter de faltar ao ginásio durante mais de uma semana.
Infelizmente, fiquei com gripe e era impossível arrastar-me na passadeira e, ao mesmo tempo, assoar-me, de dois em dois minutos, com o pingo no nariz, e com dores em todos os ossitos do corpo.
Parecia mal, convenhamos.
Ontem, finalmente, lá apareci.
Custou-me horrores encarar esta primeira ida ao ginásio, passado tanto tempo.
Aliás, quando dei de caras com a escadaria do Fitness Hut, fiquei logo com os olhos em bico.
No mínimo!
Tinha a certeza de que iria ser penoso-até-dizer-chega, mas, curiosamente, acabou por me saber bastante bem.
Desta vez, atrevi-me e fiz abdominais com um dos PT.
Fi-los todos.
Mal feitos.
A arfar que nem uma louca.
Mas fi-los, caramba!
Esfalfei-me todinha.
Na realidade, estava a ver que tinha uma convulsão, logo ali, mas tudo correu pelo melhor.
Graças a Deus que não tenho dores musculares depois dos exercícios físicos, pois com o esforço que fiz, acredito que iria ser o cabo dos trabalhos.
Aqui entre nós, o tempo passa a voar e, feitas as contas, já ando no ginásio há mais de um mês.
Parece impossível!
O balanço é, a meu ver, muito positivo.
Está bem que não perdi peso (talvez tenha perdido um quilo ou dois com a gripe e a falta de apetite, mas nada que não volte ao sítio com umas idas ao Ramona ou umas sofázadas na companhia de um McFlurry snickers, mas adiante) e que não estou com um corpaço de sonho, super mega tonificado, mas sinto-me, verdadeiramente, com mais energia e com mais vontade de arregaçar as mangas no dia a dia.
Acredito que, daqui a uns meses, consiga fazer uns quinhentos abdominais seguidinhos e umas quinhentas mil flexões... só com um dedo.
Na boa!
Vamos falando!
;)

18 de outubro de 2017

fendi

Este outono/ inverno, Fendi Haute Forrure reinventou os jardins impressionistas com os seus bordados, as suas cores intensas, as inesperadas sobreposições de pelo e as rendas.
As texturas são autênticas obras de arte, como pinceladas soltas de luz.  

 




Qualquer semelhança com esta pintura de Claude Monet é pura coincidência.

17 de outubro de 2017

os meus cinco minutos # 20

Às segundas-feiras, dou aulas na Palhaça.
Ontem foi o caso.
Aquela zona tinha sido severamente molestada pelos fogos na madrugada anterior.
Por isso, fui a medo.
Com receio.
Como todos os portugueses que, ultimamente, se aventuram pelas nossas estradas.
As estradas da morte.
Já não havia fogos, mas também já não havia espaços verdes.
Nenhuns.
Havia fumo.
Muito fumo e custava respirar.
As pessoas, cá fora, na estrada, falavam umas com as outras.
Os meus alunos estavam cansados e os pais não tinham dormido.
Tinham estado a apagar fogos perto das suas casas durante horas.
Para não perderam tudo.
Senti-me triste.
Impotente.
Indignada.
Perplexa, pois achava que não iríamos ouvir falar deste assunto tão cedo.
Que era outubro e bastava ser outubro, para não haver mais fogos.
Gostava de conseguir segurar o mundo na mão e soprar-lhe em cima e acabar com os fogos para sempre, pois não há desculpa nenhuma para alguém poder morrer assim.
Não há.
Será que este inferno vai continuar?



balenciaga

A única regra dos brincos este ano é: quão maiores, melhores!
Balenciaga criou estes dois fofuchos, por 275 sapatinhos, mais coisa, menos coisa, que vão bem com tudo, sobretudo com cabelo liso.
Preparadas para o inverno?

16 de outubro de 2017

la redoute

Passei pelo site da La Redoute e vi estas coisinhas fofas da Timberland a olharem para mim.
O melhor de tudo é que estão com 30% de desconto e só custam 83,30 sapatinhos.
Apetecíveis, não são?
Com jeans, com fato, com tudo!

15 de outubro de 2017

o sapatinho foi à rua # 442

O dia de ontem foi assim!
 Em tons de cinzento. 
A roupa e o céu.
A temperatura esteve incrível.
Estes dias de outono estão fenomenais!
Os botins brancos são a cereja no topo do bolo, não são?
 
 




13 de outubro de 2017

spots giros # 12

Parece impossível, mas é verdade...
Consegui, fi-nal-men-te, após várias tentativas goradas, ir à magnífica, famosíssima e concorridíssima Croissanteria do Oita, na Avenida Dr. Lourenço Peixinho, em Aveiro, where else???
Basicamente, com as filas intermináveis aquando da reabertura e as desculpas e os contratempos todos e mais algum, dia após dia, semana após semana, mês após mês, lá fomos adiando o inadiável...
Na semana passada, decidimo-nos e fomos de malas e bagagens àquele pedaço de mau caminho com as expectativas ao rubro, obviamente.
Como não podia deixar de ser, muitas emoções saíram do baú das recordações e vieram ao de cima, ao entrar naquele espaço, passado décadas.
Quem é de Aveiro sabe que não estou a exagerar: a Croissanteria do Oita é um ícone obrigatório no roteiro da cidade!
A decoração está simples e acolhedora e, em vez de uma loja, temos duas, ou seja, um spot mais amplo e com espaço para nos sentarmos e nos deliciarmos com as nossas croissantzadas.
Pedi, como sempre, o croissant de vitela, e o carrossel de emoções continuou.
O sabor é exatamente o mesmo!
Estava excelente!
Agora, só falta experimentar todos os outros... outra vez (o de queijo e fiambre, ovos moles, chocolate...)!


12 de outubro de 2017

de quatro # 42

Se pensam que o brilho é exclusivamente after hours, desenganem-se, pois as regras do mundo da moda já não são o que eram.
Tudo o que brilha é, agora, daytime.
Estas blingbling boots, da Saint Laurent, são apetecíveis, em pele e cristais Swarovski, por 8.000 sapatinhos.
Precisamente.
Perceberam bem. 
Coisa pouca.
Life is a party. Dress like it!

Spreading a little sparkle!

11 de outubro de 2017

41

Cada ano que passa é uma  nova etapa.
Um novo desafio.
Uma nova aprendizagem.
Hoje cheguei aos 41.
Foram 41 voltas ao sol.
Foram 41 outonos fantásticos.
Guardo comigo memórias incríveis.
Ótimas conquistas.
E objetivos estimulantes.
E é assim que quero comemorar a vida.
Com sonhos.
Com metas.
Com castelos.
Sem filtros.
Hoje sinto-me preparada para tudo e, mais do que nunca, luto por aquilo em que acredito.
Marco a minha posição.
Sinto-me viva! 







Estas fotos foram tiradas pelo filhote, no lindíssimo bairro da Beira-Mar, onde nasci.
Regresso às origens!
#guccitullesleeves
#semfiltros
;)

10 de outubro de 2017

a espuma do meu café # 47

Bernardo, desliga a televisão e vamos para a cama.
Não, mamã!!!! Não, por favor!!!
Bernardo!!
Dou-te um euro!

8 de outubro de 2017

stilcoup

A minha amiga Sónia já me tinha dito maravilhas da loja Stilcoup - artigos para cabeleireiros, em Aveiro, a propósito do atendimento personalizado, da qualidade dos produtos e dos preços bastante acessíveis, mas não há nada como ver com os próprios olhos, certo?
E foi o que fiz.
Então, vai daí que dei lá um saltinho (a Stilcoup fica a dois passos do Centro Comercial Oita) para vasculhar tudo e mais alguma coisa.
Para quem não sabe, não sou propriamente aquele tipo de pessoa que adoooooora ir a cabeleireiros.
Basicamente, não tenho pachorra.
Ponto final.
Já disse!
Posto isto, pinto o cabelo em casa com regularidade.
É mais económico e sempre temos meia horita extra para dobrar a roupa, fazer a cama, acabar de ver aquela série fantástica, ou seja lá o que for, durante o tempo de pose.
É muito prático!
Logo, todos os meses lá tenho de repor religiosamente o meu stock de tintas.
Além do mais, faço questão de usar champôs e máscaras de qualidade para nutrir o cabelo em profundidade e evitar pontas secas e espigadas.
Quando ouvi as palavras da Sónia, como devem calcular, a  Stilcoup pareceu-me, assim, de repente, o el dorado das lojas de artigos de cabeleireiros, ou seja, o sítio ideal para perder a cabeça fazer um bom investimento.
Mal espetei o nariz na montra, nem quis acreditar nas promoções fantásticas dos produtos expostos, a metade do preço das lojas habituais.
Entrei, radiante, disposta a comprar este mundo e o outro.
E foi o que fiz.
O atendimento foi fantástico e a São é um amor! Indica-nos o produto adequado ao nosso tipo de cabelo e tira-nos todas as dúvidas e mais alguma com toda a paciência, profissionalismo e simpatia.
Saí de lá fã da Stilcoup.
Só para que saibam, vou passar a ser uma habitué.
Com estas dicas todas, depois não digam que não sou amiga!

7 de outubro de 2017

o sapatinho foi à rua # 441

Já vimos que o vermelho é, sem sombra de dúvidas, a estrela da estação.
Em look total. 
Da cabeça aos pés, portanto.
O visual de hoje é uma homenagem despretensiosa ao vermelho.
À ousadia.
À feminilidade.
À renda.
Às franjas e aos brincos oversized.
Ao vinil.
Aos lenços all over.
Aos ombros à mostra.
Girls power!





6 de outubro de 2017

de quatro # 41

Ora aqui está uma aquisição excelente para esta estação.
O sapato em pele e latex, da Gucci, por €980,00.
Lindos.
Arrasadores.
Vermelhões!
Até porque as meias, de uma forma geral, estão em alta.
Não há coisinha mais fofa.
São a minha cara chapada!
BFF!!!

5 de outubro de 2017

quero este look # 92

O vermelho deixou de ser cor de festa.
Pronto.
Já é oficial.
O vermelho passou a ser o nosso aliado do dia a dia.
É liberdade de expressão.
A tendência é mesmo da cabeça aos pés.
Esta seleção é todinha da nossa H&M.
Venham plissados, botas-meias, folhos, brilhos, argolas!

vestido halterneck em chiffon €49,99
blusa com folhos €39,99
botas justas €69,99
brincos de argolas €7,99
bandolete com hastes €5,99
mala de mão pequena €29,99

4 de outubro de 2017

o sapatinho foi à rua # 440

As assimetrias são obrigatórias.
Assim como o verde.
E o mostarda.
E o padrão leopardo.
Viva o outono!
 

 
 


3 de outubro de 2017

leitura em dia # 19

Li esta crónica no âmbito do programa escolar de Português para o nono ano.
Nunca foi segredo que António Lobo Antunes é um dos meus escritores preferidos.
É direto.
Seco.
Por vezes decadente.
Criativo.
Imaginativo.
Genial.
Sonhador.
Admirável.

Deixo-vos aqui com Subsídios para a Biografia de António Lobo Antunes.


Julgo que herdei do meu avô o gosto de me sentar calado, a olhar. Ele fazia-o no jardim. Como não tenho jardim faço-o em casa, nos bancos da rua, nos parques, nos centros comerciais. Durante a Faculdade, mal acabava a aula na morgue, descia à avenida da Liberdade e, nádega para a direita, nádega para a esquerda, conquistava um espacinho de tábuas entre dois reformados. Os reformados falam pouco e eu também. Só me faltava a pantufa do pé direito, o cigarro de mortalha e a bengala. Normalmente era o último a ir-me embora. De bata nos joelhos via a cidade iluminar-se. Os pombos emigravam para o telhado do anúncio Sandeman, um homem de chapéu e capa, com um cálice de vinho do Porto. Na minha opinião, adquirida pelos cinco ou seis anos de idade, nunca existiu nada mais bonito. Gostava de Mandrake porque se parecia com ele: “Mandrake fez um gesto mágico e...”. Ao erguer o cálice o anúncio Sandeman fazia um gesto mágico e a noite aparecia. Este milagre quotidiano continua a encantar-me. Além disso havia as frontarias dos cinemas e as lâmpadas a correrem à volta dos nomes dos atores: Esther Williams, Joan Fontaine, Lana Turner. Concebi por Lana Turner uma paixão absoluta, exclusiva. Em momentos de desânimo quase penso que me não retribuiu. Mas o desânimo, claro, é passageiro, e o cabelo platinado, as sobrancelhas evasivas desenhadas a lápis, em semicírculos perfeitos, os vertiginosos decotes de cetim, o baton escarlate, tudo me garante um amor eterno, eternamente partilhado. A filha matou o gangster Johnny Stompanato, seu suposto amigo
(nunca o amante, o amante era eu)
e ainda hoje lhe estou grato por isso. Usou a faca da cozinha onde Lana Turner, aposto, fazia salsichas com couve lombarda, o meu almoço favorito, a pensar em mim. Também não me agradava que beijasse os outros nos filmes. Mas talvez fosse melhor dessa maneira porque, se chegasse a casa com baton e me desculpasse à minha mãe
- Foi a Lana Turner, anda perdida aqui pelo rapaz
receio que ela não levasse em gosto a hipótese,
qual hipótese, a certeza
de o filho de onze anos casar com uma divorciada, porque isso afastava a cerimónia da igreja e nós éramos católicos.
O argumento
- Uma divorciada, filho
abalava-me. Tentei discutir o assunto com Lana Turner, ela no écran e eu no segundo balcão
- A minha mãe vai pôr problemas por a senhora ser divorciada
um espetador, três filas adiante, mandou-me calar, mas percebi que enquanto Jeff Chandler a abraçava Lana Turner disse que não com  a cabeça antes de cerrar as pestanas compridíssimas
(não com deleite, por ofício apenas, quem era Jeff Chandler, de cabelos brancos, ao pé de mim, em calções?)
assegurar-me que ela mesma falaria lá em casa da inevitabilidade do nosso matrimónio enquanto Nat King Cole, cantando, em fundo,. Imitação da Vida, dissolvia as últimas resistências de uma educadora preocupada sem motivo. Aliás tentei uma conversa exploratória aproximei-me com desenvoltura do tricot, toquei-lhe no braço, a minha mãe deixou de contar as malhas
- O que foi?
anunciei num tonzinho casual
- Acho que Lana Turner e eu estamos noivos.
a minha mãe voltou a contar as malhas, setenta e seis, setenta e sete, setenta e oito
- Ai sim?
prova de que aceitava o facto sem discutir, virei para o meu quarto, anunciei à minha noiva, de casaco de peles num cartaz da parede
- Já está
e oficializei o compromisso com um anel de alumínio que me saiu na prenda do bolo-rei. Devo acrescentar que foi uma união feliz, sem manchas, até encontrar Anne Baxter, aos doze anos, n' Os Dez Mandamentos, mulher de Yul Brynner, o Faraó, e apaixonada por Moisés-Charlton Heston. Afastei Yul Brynner e Charlton Heston com um piparote e esqueci Lana Turner. Não terá sido bonito porém a alma humana é impiedosa. Temi a reação da minha mãe, que morava há séculos com o meu pai e presumi conservadora. Expliquei-lhe o assunto a medo, tocando no braço do tricot. Felizmente ela, criatura evoluída, limitou-se a perguntar
- Ai sim?
a acrescentar
- Se não paras com essa vida de playboy enganou-se no pulôver e a distrair-me de mim.
Virei para o quarto, participei a Anne Baxter, pregada com quatro tachas à parede, no ex-lugar de Lana Turner
-Já está
Yul Brynner e Charlton Heston, bons perdedores, aceitaram resignadamente o facto, reparei inclusive que Yul Brynner a beijava com menos intensidade no filme.
a vida é assim, não vale a pena contrair sentimentos 
com Charles  Heston  não me preocupei por aí além dado que falece diante da Terra Prometida e, Anne Baxter e eu só nos separámos em Eva, quando compreendi a horrível maldade do seu carácter, ao fazer sofrer Betty Davis que se parecia com a minha avó. Em desespero de causa tentei voltar para Lana Turner que desaparecera dos cinemas com o desgosto que lhe dei. Se a encontrarem digam que estou arrependidíssimo e que peço desculpa. Digam também que telefone para casa dos meus pais. Deve estar por lá um miúdo de anel de bolo-rei no dedo que recebe a chamada.

2 de outubro de 2017

sapatinho fit... ou talvez não # 84

No Fitness Hut, há um PT que vem ter connosco diariamente, que nos diz "Bom dia!" e que pergunta se queremos fazer alongamentos, se queremos fazer abdominais, se queremos fazer glúteos, patati patatá...
Claro que eu digo sempre que não.
Se mal me aguento com o meu treinito, imaginem só passar uma vergonha a tentar fazer abdominais ou o que quer que seja e ficar a arfar, de língua de fora, durante uma eternidade.
Não era bonito, não senhor.
Talvez daqui a um mês ou dois me ache mais apta fisicamente para abraçar grandes desafios.
Entretanto, respondo, invariavelmente, "Não, obrigada."
É uma vergonha, pois tenho a mais perfeita noção de que não aceito este tipo de desafios por mera cobardia, mas julgo ser o mais sensato para preservar a minha integridade moral.
No outro dia de manhã, um PT dirigiu-se a mim e, mais uma vez, respondi "Não, obrigada.", enquanto ouvia música nos meus headphones e me desgrenhava na elítica.
O rapazito ficou muito sério a olhar para mim.
Então, tirei os headphones e ele disse-me: "Eu só disse bom dia!".

1 de outubro de 2017

30 de setembro de 2017

os maias

Vim cá dizer que as minhas leituras de verão foram, irremediavelmente, interrompidas e, agora, ando a folhear assuntos mais sérios.
Este ano, fiquei com alguns décimos-primeiros anos de Português e convém-me reler Os Maias, por exemplo.
Está claro que não são meia dúzia de páginas e, pelo meio, para começar, ainda tenho de me embrenhar em Histórias Trágico-Marítimas, crónicas de António Lobo Antunes, Aias ou Sermões de Santo António aos Peixes, enfim, como podem perceber, um rosário de obras magníficas, mas que dão muito trabalhinho.
Por isso, a nossa rubrica Leitura em Dia poderá andar mais comprometida, a um ritmo a puxar o miserável.
Espero que compreendam.

29 de setembro de 2017

spots giros # 11

A semana passada fui com o garoto para os lados da Adega da Tia Micas, ali a dois passos do Fórum Aveiro.
Entretanto, começámos a namorar uma montra deliciosa, com louças apipocadas da Vista Alegre.
Ficava na Rua José Afonso e era o número 7.
À entrada, havia uma mesinha de madeira a servir de mini-esplanada super acolhedora.
A loja chamava-se MySugar, Lda e era simplesmente amorosa.
Entrámos para tomar um café e dar uma vista de olhos (o garoto ficou com a miniatura, um pastel de nata também ele muito mini).
O interior era igualmente apetecível.
Havia cor, simplicidade, espontaneidade e muito por onde escolher.
Todos os produtos estavam distribuídos de forma sedutora, com embalagens requintadas e pensadas ao pormenor.
Tínhamos à mão de semear os melhores sabonetes nacionais, vinhos à discrição, cervejas artesanais, uma variedade estonteante de chocolates e mais chocolates (fiquei de olho num com mais de 20 cm de comprimento, só para terem uma noção, mas adiante), rebuçados, chás, loiças, doces, café, bolachas artesanais e muito mais.
Esta é, sem dúvida, a loja perfeita para comprarmos um miminho a alguém muito especial.
Só para verem que não estou a exagerar, o melhor é darem um salto até lá e depois falamos.
Combinado?



28 de setembro de 2017

os meus cinco minutos # 19

Puseram um porco saudável dentro de uma piscina.
O porco nadou calmamente.
Quase graciosamente.
Assim que passou pela rampa de saída, saiu da piscina por ela.
Entretanto, pegaram num porco stressado.
Quando digo stressado, refiro-me a um porco sujeito a muito barulho, com pouco espaço para estar, sem horas certas para comer e sem comida suficiente para se alimentar devidamente.
Puseram, então, o bendito porco stressado dentro da mesma piscina.
Assim que se viu enfiado na água até ao tutano, o porco começou a nadar descoordenadamente, com movimentos desregrados e grosseiros.
Parecia prestes a afogar-se.
O pobre animal, aflito, passou pela rampa de saída e não a viu.
Voltou a passar pela rampa de saída e tornou a não vê-la.
Aliás, demorou imenso tempo a conseguir encontrá-la.
Lembro-me sempre desta experiência que vi na televisão há uns anos.
Sempre que estou stressada.
Sempre que complicamos o óbvio e não encontramos a saída para os nossos problemas.

27 de setembro de 2017

quero este look # 91

Este é o look perfeito para um fim de semana agitado.
Um dia às compras.
Um cinema com as amigas.
Adoro!!

óculos em acetato e cristais, Dolce & Gabbana €750,00
casaco em pelo sintético H&M € 99,00
botins estampados, H&M € 39,99
mala a tiracolo estampada, Zara €79,95
relógio Boss Pilot, Boutique dos Relógios €199,00
calças de verniz, Stradivarius €25,95

26 de setembro de 2017

o sapatinho foi à rua # 439

Como vos tinha dito, as boinas são uma tendência fortíssima a não perder esta estação. 
Quando era miúda, a minha mãe comprou uma boina às três filhas.
Eram cinzentas.
Detestava-as.
Digo-vos sinceramente, nunca pensei apaixonar-me por boinas.
E aconteceu.
Ontem, andei assim por Aveiro.
Estava fresquinho de manhã e senti-me agasalhada.
A saia plissada é igualmente obrigatória esta estação.
E os loafers.
E as camisolas pelos ombros, num nó.
Gostava que, em Aveiro, as pessoas aderissem mais às tendências de moda que se veem em Milão, em Paris ou Nova Iorque.
Seria tão mais fácil passar despercebida.