3 de dezembro de 2016

leitura em dia # 9

As leituras têm andado em dia, sim senhor.
Depois de Rosa, minha irmã Rosa, da grande senhora Alice Vieira, que foi uma doçura de livro, atirei-me de cabeça para o Pedro Alecrim, de António Mota e, digo-vos, mal sabia eu onde me ia meter.
Foi um verdadeiro pesadelo.
Desculpem-me, mas foi.
Não estou a exagerar.
De todo.
Temos de ser sinceros e pôr as cartas na mesa.
A história é francamente amarga e deprimente.
Desanimadora, até.
O Pedro Alecrim e o amigo viviam uma vida de dificuldades e adversidades. Estudar era um privilégio para uns, uma tortura para outros e algo meramente banal e corriqueiro para poucos.
O trabalho em casa tinha de ser feito e o trabalho no campo era pesado. Não havia tempo nem desculpas para poderem ser crianças.
Entretanto, o escritor arremessa-nos um ou outro episódio de bullying, um divórcio inesperado pelo meio, a doença grave do pai de Pedro, com sangue para aqui, sangue para acolá, e uma mãe que envelhecia com o trabalho e o sofrimento, e emagrecia até quase se lhe verem os ossos.
E depois, como se não bastasse, ainda tropeçamos na morte do pai de Pedro.
Assim.
Crua.
Dura.
Como um tapete que nos é puxado por baixo dos pés.
Chocou-me a descrição dos móveis a serem arredados da sala para que a urna entrasse; o cheiro a velas, que é, a bem dizer, o cheiro dos funerais e dos mortos.
Temos ainda o amigo, no final da história, que vai trabalhar para a cidade, mas que é enganado no trabalho e, em vez de servir às mesas num café, vai lavar garrafas para o quintal, lá atrás. Para cúmulo, não sabe quanto vai ganhar ao fim do mês, pois foi o irmão que combinou tudo com o patrão. Tem, obrigatoriamente, de ajudar a pagar as contas da casa que partilha com o irmão e a cunhada (que parece ser um pequeno Hitler) e tem ainda de pagar a lixívia que é usada na sanita devido ao mau cheiro, pois a cidade revela-se barulhenta e putrefacta, e as saudades apertam.
Pronto.
Ufa!
Já está!
Que alívio!
Estão a ver como não exagerei?
Não quero ser injusta, mas este foi o livro mais triste e deprimente que já li, escrito de uma forma simplista, com uma linguagem quase infantil, dirigido às crianças.
Espero que o Bernardo não tenha de ler o Pedro Alecrim no 6º ano.

2 de dezembro de 2016

os meus cinco minutos # 1

Cansaço.
Hoje, o meu corpo queixa-se, piegas!
As costas chiam. 
Os ombros chiam.
O pescoço chia.
Trrrrrrrrr...
As costas.
As costas são um relógio, daqueles de corda, que vai roendo o espaço e a corda, e parece desabar.
É sexta-feira.
As sextas-feiras são dias complicados.
Difíceis até!
São corropios e corre-corres.
São refeições à carreira.
São pesos de livros e de capas. E mais livros e mais capas.
São o corpo vertido a jorrar sobre as secretárias. Aqui. Agora ali. Agora aqui e ali, aqui e ali. Agora, além e acolá.
São os diz-que-disse, o burburinho que nasce, cresce e grita com gritos.
Afinal, as costas são as raízes do corpo. Ficam duras. Cristalizam. Eriçam-se como gatos e pedem colo.
Uma caneca fumegante de chá espera por mim na banca da cozinha. 
Solitária.
... 
Parece chamar as gatas que se dão e entregam e ondulam para mim.
A sexta-feira não parece passar por elas, não. 
São amigas, elas!, parvas, egoístas, arrogantes! Encostam-se, roçam-se e olham-me, olham-me!para se roçarem também em mim, de certeza, mas não alinho. 
Não contem comigo.
Não me meto com sextas-feiras.

1 de dezembro de 2016

a espuma do meu café # 38

Sabes, filho, a mamã mudou o cabeçalho do blog e tirou o sapatinho.
Que fixe! A minha bebé está a crescer!

30 de novembro de 2016

queridos, mudei o blog

Por vezes, na vida, temos de parar para pensar.
Pensar no que nos move e, sobretudo, repensar quem somos; traçar objetivos e metas e não desistir daquilo em que acreditamos.
Foi precisamente o que me aconteceu nestas semanas em que não pus cá os pés.
Parei para pensar.
Parar para pensar é algo muito pouco comum em mim. Normalmente, penso em movimento. Não preciso de parar.
Desta vez, foi diferente.
Esta pausa foi o fim de um momento e o recomeço de outro enquanto pessoa, enquanto profissional e enquanto blogger.
Conheci novas pessoas, abracei novos projetos na minha área de formação e tornei-me mais exigente.
Claro que as saudades foram muitas, mas as certezas também.
Mas vamos ao que interessa.
Queridos, mudei o blog.
Não totalmente, claro, mas dei umas pinceladas aqui e umas marteladas acolá.
Primeiro, achei importante mudar o cabeçalho e tirar o sapatinho amarelo que lhe dava um ar muito "gaja".
Quis, com isto, torná-lo mais sóbrio e clean.
Então, a fonte da letra, agora, é outra, em caps lock, e o "o" final parece-se, propositadamente, com uma espécie de doughnut guloso, que todos nós adoramos.
Este "o" vai ser a nossa imagem de marca, a partir de agora.
Por isso, espero que gostem.
Depois, em relação ao conteúdo, embora continuemos juntos e mais fortes do que nunca, quero aprofundá-lo um pouco mais e dar-lhe mais de mim.
Assim, atenção!, temos nova rubrica, para quando me apetecer ter "os meus 5 minutos".
Precisamente.
Será uma rubrica mais séria.
Um estado de alma.
Uma descrição.
Um sentimento.
Basicamente, o que bem me apetecer deitar cá para fora.
Curiosos?
Vamos estar atentos.

24 de outubro de 2016

that's all folks


brilho

Uma peça tão simples e faz toda a diferença!
umas décadas uns anos, usávamos um top destes, assim para o tcham, para ir à Estação da Luz, aqui ao lado, e pouco mais.
Hoje, basta isto para arrasar no dia-a-dia, com um bomber por cima, uns jeans e uns stilletos ou uns ténis.
top de alças com decote em v, H&M €9,99

23 de outubro de 2016

o raio da bicharada # 44

Lembram-se deste pataneco-fofo-lindo-querido da nossa pequena Ippon?
Lembram?
Pois é, veio diretamente do Algarve connosco para a nossa magnífica cidade de Aveiro.
Passámos 1001 aventuras juntos. Tornou-se um amigo fiel, querido por todos. Praticamente um membro da família.
Mais!
Demos-lhe um nome. Tomé. Giro, hã? Na realidade, não é um nome qualquer; é nome de gente.
Ele e a Ippon são amigos inseparáveis: unha e carne!
Agora, só para verem que a bicha é mesmo um estafermo, vejam só o que fez ao pobre Tomé. Um banho de carnificina, foi o que foi!
Aliás, o Tomé tem vindo a ser comido, literalmente, por esta Judas-peluda-e-fofa!
Com amigos assim, o Tomé não precisa de inimigos.
Que vergonha, Ippon!
Pede desculpa, vá!


22 de outubro de 2016

boys

Decidi fazer este post a pensar nos miúdos, dos 4 aos 14 anos, pois adorei cada peça da coleção da Zara para esta estação.
Estou de olho numas sweatshirts para a criança, por isso, deixo-vos aqui as minhas escolhas para os dias agitados dos nossos filhotes.
Sempre a pensar no conforto deles.
Da esquerda para a direita:
caqui com patches, €17,95
nice view, €17,95
tigres, €12,95
the rad one, €15,95
nyc, €15,95
azul clara com patches €17,95
grená com capuz €17,95
azul degradé €15,95

21 de outubro de 2016

não era eu

Pessoal, se, por mero acaso, alguém passou aqui perto de minha casa e vislumbrou alguém suspeito, na escuridão, de pijama polar, casacão enorme com capuz e pantufas da Serra da Estrela, a passear um cão igualzinho-inho-inho-inho à Ippon, não era eu. Juro!
Estamos entendidos?