21 de abril de 2019

o sapatinho foi à rua #499

Com este tempinho, ótimo para um passeio em família, para desgastar o cabrito e as amêndoas, o que é que queremos mais?

Boa Páscoa!!!




 t-shirt: Bershka
calças: Stradivarius 
slippers: Primark
lenço: Stradivarius 
handbag: Parfois
brincos: Zara
óculos: Ray Ban 

19 de abril de 2019

os meus cinco minutos # 32

No passado, o ser humano era detentor de dogmas morais e religiosos. Aliás, toda a esfera individual, económica, política e social girava em torno dessas certezas inabaláveis. Certezas que ninguém seria suficientemente tolo ou audaz ao ponto de contestá-las, abaná-las, virar-lhes o bico ao prego, ou fosse lá o que fosse.
Claro que a ignorância não duraria toda uma existência e as trevas teriam de dar lugar à luz, à epistemologia e à experiência.
Então, teimámos que sim, que éramos capazes e fomos mais além e entrámos por esse mar adentro e conquistámos impérios e terras viciosas. E voltámos. E criámos um mundo de aparências e vicissitudes que ficou muito aquém do que havíamos sonhado. 
Um Quinto Império que ficou por terra, falhado!

A metamorfose teria de acontecer um dia.
 E aconteceu.
Aconteceu assim que a Revolução Industrial eclodiu.
Assim que as urbes surgiram e, com elas, o saneamento, a vacinação e as bibliotecas e as universidades. O ser humano conquistou o seu pódio cognitivo. Lutou pelos seus direitos. Filosofou e historiou. E fez cálculos matemáticos e foi-se redescobrindo a si próprio no meio do caos, do conhecimento e da culpa. 

Então, a pouco e pouco, as nossas vaidades e o progresso e os centros comerciais substituíram a Igreja, e o conceito de pecado esbateu-se. O Deus vingativo e punidor foi escorraçado e deu lugar a um deusito apagado e anorético que, em pouco tempo, passou despercebido e caiu no esquecimento.
A culpa e o pecado deixaram de existir, bem como os conceitos absolutos e imutáveis. O ser humano omnipotente passou a pôr e a dispor.
A noção de certo e errado, bem e mal,  deixou de fazer sentido e deixou de ser equacionada.
A crença deu lugar ao pensamento lógico e abstrato; pensamento este despojado de valores. Um pensamento que nos elucida e não nos leva à  cegueira intelectual, mas que nos cega a alma.

 Ao comungarmos com a nova sociedade de credos capitalistas, aceitamos um pouco de tudo, o consumismo, a superficialidade e o vazio. Olhamos para o nosso próprio umbigo e reparamos quão belos e inteligentes somos e focamo-nos unicamente no nosso bem-estar. O outro deixa de existir, o próximo. E só nós somos os santos e os altíssimos. Nós, que não sabemos distinguir o bem do mal. O justo do injusto. 

Sou eu, eu, eu, eu e mais eu!
O resto não importa.

É certo que a nossa sociedade eliminou as formas mais brutais de abuso, os autos de fé, as fogueiras, as touradas. E tenta lutar pelo equilíbrio ecológico com receitas de reciclagem, dietas vegan e obras de caridade que nos fazem vir as lágrimas aos olhos, mas suspeito que nos tenhamos  perdido, algures, pelo caminho. 

Quiçá, encontrámo-nos com a hipocrisia, esbarrámo-nos nos desasatres sociais e naturais, fruto do nosso egoísmo individual e coletivo.
Agora, irremediavelmente perdidos e sem crenças, oramos a Deus e pedimos para que Ele exista, por favor, por favor! que exista!, pois a vida não faz sentido quando não encontramos uma solução para o caminho que traçámos.

Avé Maria!

17 de abril de 2019

o sapatinho foi à rua # 498

Hoje, e só hoje,vamos esquecer o outfit.
As cores néon que vêm por aí, na próxima estação.
Os trench coats...

Hoje, vamos focar-nos no principal: os ganchos!

Precisamente.
Os ganchos!!

Porque, este verão, vão ser a cereja no topo do bolo.
Eles vão ser mais do que as mães.
E vão ser às mãos cheias, porque só um é pouco.
Venham os que vierem.
Quantos mais, melhor.

Vá, meninas!
Corram e abasteçam o vosso stock de ganchos!
Encham os cabelos deles!

;)










camisola de lã com laço: Sacoor
jeans: Levi's
trench coat: La Redoute
botins: Lefties
gancho branco: Biju (antigo)
gancho dourado: Evita Peroni (antigo)
colar: Parfois
anel: Gas Steel
óculos: Ray Ban

15 de abril de 2019

netflix

Chamem-me exagerada, mas a minha vida mudou, como da noite para o dia (que parece mal dizer "como da água para o vinho"...), desde que conheci a Netflix.
Juro!
Juro por todos os santinhos do altar!!
Amo a Netflix!
De coração.
Estou viciada.
Netflixólica assumidíssima, aliás.
Como podem perceber, ela é a última bolacha do pacote.
O último Mon Chérri.
E vocês sabem como sou louca por Mon Chérris.
Vocês sabem.
A Netflix só tem vantagens.
Coisas boas.
Como o facto de estar sempre connosco.
Em todo o lado.
Na realidade, qualquer sítio é sítio para ver a Netflix.
Casa de banho.
Carro.
Cozinha.
Sala.
Casa de banho, outra vez.
Quarto, debaixo dos lençóis, para não acordar o homem.

You name it!

Além do mais, ela tem séries incríveis, ela pode fazer pause ou saltar para o episódio que quisermos, ela deixa-nos devorar uma ou duas temporadas em três dias.
Enfim, não saía daqui se dissesse tudo aquilo que brota de dentro do meu peito sempre que estamos juntas.

Somos BFF.
Farinha do mesmo saco.
O Roque e a amiga.
A sorte grande e a terminação.
Etc.

Agora... só temos um problema.
Já vi estas séries todas e não faço a mínima ideia qual é que devo ver a seguir.
Um drama, portanto.

Aceitam-se sugestões.

Pleaaaase!!!





13 de abril de 2019

o sapatinho foi à rua # 497

Adoro o xadrez, que é uma tendência fortíssima, jovem, descontraída.
E os vermelhos.
E os outfits apijamados.
E os slippers, que me fazem lembrar o verão.
E a roupa larga e confortável.

E a Ippon, a minha cadelinha-que-ladra-que-se-farta-é-uma-vergonha.
Ter um cão é ter tempo para ele.
É dedicarmo-nos de corpo e alma.

E amo o meu filhote, a espuma do meu café.
É o melhor de mim!
Ter tempo para a família é tudo!

A moda é ter tempo para amar e para desfrutar.
Isto é moda!

Bom fim de semana com os vossos!

:*














camisa:H&M
calças: Pull & Bear
casaco: Zara (homem)
meias: Stradivarius
slippers: Seaside (alterados)
brincos em prata: Eugénio Campos
óculos de sol: Ray Ban
Ippon: Muito amor*

9 de abril de 2019

fendi

Todos os anos, em todas as estações, tem de haver um detalhe que dê um twist ao nosso outfit.
Basta um alfinete.
Ou um cinto.
Ou um tom de blush que nos fica a matar e que faz toda a diferença.
A morenaça da Fendi, na sua simplicidade discreta, está a olhar para nós, as mais comuns mortais, e os olhos dela dizem.
Estão a olhar para o meu brinco-flor-tchanam-no-furo-de-cima-da-orelhita?
Estão?
Vá!
Não tenham vergonha!
Admitam lá, suas malandrecas!
É giro, tem estilo e cai-me como uma luva.

Pois é, miúdas.
Vão lá às vossas bugigangas, que eu espero, e surpreendam-me esta estação.

Tipo isto.
Inspirem-se!

5 de abril de 2019

os meus cinco minutos #31

D. Quixote de La Mancha, de Cervantes, tem, no seu âmago, um pouco da loucura de todos nós. Idealista e sonhador, mais do que muitos e mais do que todos, combate a catrefada de pálidos moinhos e caudalosos monstros reticentes, que não são mais do que os nossos falhanços, os nossos medos -  cada obstáculo e cada pedra que, inevitavelmente, nos tolda o caminho árduo e fraudulento e nos impede de ir mais além.

O Cavaleiro da Fraca Figura, digo-vos, de fraco não tem nada.
Determinado e escudado pela leitura, isso sim, não desiste da sua demanda, ainda que onírica.
Antes, arregaça as mangas e luta por aquilo em que acredita, sejam Dulcineias, sejam os valores cavaleirescos, seja o diabo a quatro, insistindo nos seus objetivos, defendendo os seus ideais, terminantemente, enquanto um punhado de gente, justiceira e acalorada, o chama louco!

Louco, sim!

Doido varrido!!

Corrompido pelas suas leituras e pelo seu ceptro - glória, honra e coragem -, vira as costas a uma sociedade de estereótipos, em que todos representam um papel tributável e padronizado.
Audaz, e numa postura petrarquista, atreve-se a ser outro e a homenagear a literatura, arma capaz de metamorfosear o comportamento de um indivíduo.

E não vamos mais longe, que até o pobre Sancho Pança, por exemplo, o pacato camponês ambicioso que come a sopinha toda, - reflexo do materialismo  e da ambição desmedidos -, que o acompanha em troca de riquezas, se deixa contagiar pelo doido varrido.

Ao lado de um sonhador, que remédio!, acaba por se tornar um sonhador também.

A imaginação de D. Quixote é o óculo transfigurador da realidade que troca o tédio da burguesia por uma irreverência de demónios, única e exclusivamente, por paixão.

E, digam lá, não é a paixão a mais sã das loucuras?

1 de abril de 2019

o sapatinho foi à rua # 496

Declaro aberta a época das malhas frias!
Frescas e versáteis, servem para aqueles dias em que não sabemos o que usar.
E o tempo está assim: ora quente e seco, ora frio e ventoso.
Decidi abusar dos tons fortes e vibrantes, a chamarem o verão.

O cenário não podia ser mais kitsch: os carrinhos de choque da nossa Feira de Março

Uma excelente semana para vocês!








camisola: Mango
saia: handmade
ténis: Adidas Gazelle
lenço: Don Algodon
brincos: Tiffosi
óculos de sol: Ray Ban 

16 de março de 2019

street style

A moda não nos limita.
Inspira-nos a cada dia e cria todo um leque de novas possibilidades.
Abre-nos horizontes.
 Trocando as passerelles pelas ruas das grandes cidades, as tendências são bem mais descontraídas e criativas, sem lugar para perfecionismos ou códigos infundados.
Aqui, as regras são outras.
E eu prefiro assim.
Tudo é bem mais real e imprevisível.
As influencers abrem caminho para a nova temporada com tecidos esvoaçantes, ultra femininos, e folhos, que devem ser conjugados com botas de cano alto em cores improváveis, metálicas, até!
 As gangas sempre ditaram as tendências, não é verdade?
Esta temporada não é exceção; ganham padrões e texturas singulares e usam-se em look total, reinventadas e ousadas.
O segredo é mesmo usar e abusar!
 Outros tecidos que vão passar diretamente para a próxima estação são o veludo e o vinil.
Dão sempre um toque mais arrojado a qualquer outfit em qualquer ocasião.
As transparências vêm aos molhos e enchem as ruas, bem como as naughty socks, a meio da perna (como eu amo as naughty socks!!).
Já os fatos, deixaram de ser monótonos e conservadores para se tornarem numa peça inovadora e carismática.
Usam-se com ténis e t-shirts.
As costas ganham protagonismo e destapam-se em assimetrias.
As sobreposições surpreendem-nos e os padrões são infinitos e misturam-se: flores, xadrez, leopardo!
 As pérolas veem-se em todos os pormenores e há quem diga que esta tendência é uma aposta forte para a próxima estação.

Eu cá vou estar atenta.

























Sejam vocês mesmas!