13 de março de 2019

tendências

A primavera está quase aí.
Todos sabemos que os dias não andam lá muito certos. 
Que faz frio de manhã e mais ainda à noite.
Que há dias de calor e sol e outros de tudo: vento, frio, sol, calor, nuvens.
De qualquer das formas, digo-vos, os dias quentes e longos de verão já me fazem falta.

Apetece-me apanhar um bronzeado  e sentir a areia nos dedos dos pés.
Enfiar umas havaianas e sair de casa sem preocupações.
Esquecer-me das horas num dia de praia.

Como não podia deixar de ser, ando há muito à espreita de novas tendências.
Aquelas que os designers criam e as que as fashionistas ditam.
Há imensas cores e padrões e volumes. 
Looks totais em vermelho, laranja, rosa, amarelo ou nude.

Para aquelas que amam pormenores, como eu, saibam, desde já, que os obis contornam obrigatoriamente toda uma silhueta super feminina.
É para usar e abusar! 

Vamos também ver correntes na cintura, ao pescoço, nos pulsos e até nas mãos.
A novidade mais fresquinha são os calções à ciclista, que vão ter direito a um street style outfit.
Até as conchas e os búzios vão ganhar algum terreno e sofisticação.
E os hoodies, já agora.
Os inesperados hoodies vão fazer a diferença num look desportivo ou noutro bem mais clássico.
Quanto ao fato de verão, este recria-se e, se for amarelo, tanto melhor.

Os ganchos são aquela nova entrada sensação com dizeres ou marcas assim para o tchanam!!!

O trench coat também vai dar um giro em todas estas estações, como já estamos habituadas, por isso, não o arrumem para já.
Acima de tudo, sapinhos, divirtam-se nesta estação.
Eu vou estando por aqui a dar bitaites, ok?


 

 



Vemo-nos por aqui!

11 de março de 2019

o sapatinho foi à rua # 495

Pied de poule.
Vá, digam comigo.
Pied de poule.
É daquelas tendências que vieram para ficar e eu sou mais do que adepta.
Cintura subida.
Flare trousers.
Assim, tudo conjugado.
Perfeito!
Boa semana!





camisola: Caroll
calças: Sacoor
casaco: Mango
botins: Quebramar
colar: Salsa
pulseira: Parfois
Óculos de sol: Ray Ban

10 de março de 2019

os meus cinco minutos # 30

Sem querer meter o bedelho no assunto ou puxar a brasa à minha sardinha, ainda tenho umas contas a ajustar com os benditos Os Lusíadas.
Sim, eu sei.
A obra foi escrita, literalmente, há séculos e não são contas do meu rosário, mas há coisas que têm de ser ditas, para não deixar margem para dúvidas. Ok?
A obra é, de facto, excelente, um ícone da literatura portuguesa que destaca a grandeza épica dos Descobrimentos e que merece todo o respeito e consideração, mas não consigo, desculpem, mas não consigo ficar indiferente ao malogrado canto IX.
Pronto.
Já disse.
Camões que me desculpe, mas sempre que tenho de enfrentar as estâncias 52 a 91, dá-me logo um aperto no peito que poderia muito bem ter sido evitado.
Não me interpretem mal, que eu amo Os Lusíadas de coração, mas por que raio os marinheiros portugueses, elevados à categoria de deuses, de deuses!!!!, tinham de ser premiados com uma ilhota qualquer repleta de gajas seminuas, ninfas, calma, eram ninfas (esqueçam lá  o status social das senhoras), mas ainda assim seminuas, numa atmosfera claramente renascentista  e naturalista, a saltitar por ali, a porem-se a jeito, é o que é, com o intuito de honrarem aqueles que descobriram o caminho marítimo para a Índia, aqueles que largaram tudo e enfrentaram o desconhecido e fizeram o que mais ninguém conseguiu fazer?


Quanto a vocês, não sei, mas este prémiozeco a-puxar-o-mixuruca, insulta a minha inteligência e todos os anos lá tenho de gramar a pastilha.
Esta caçada humana, a fazer lembrar os Hunger Games do século XVI, com joguinhos de prazer, patatis patatás e pardais ao ninho, parece-me mais primitiva e diminuidora para um povo tão altivo do que o stand de um mecânico que ostenta o mês de março com uma lambisgóia loira de mamas catastroficamente grandes e cuequinhas de cetim vermelho.
Caramba!
Não havia por lá uma maquineta do tempo, poderes da lava, uma vidita imortal ou outra, ou, sei lá, algo assim mais para o intelectual???
Caiam-me em cima, mas não consigo imaginar uma única obra de Shakespeare com este desfecho simplório e damasiano.
Não  consigo.
Mas, enfim, quem sou eu para desdenhar o Sr. Camões?
Ainda para mais, pelo que pude perceber, ninguém se queixou do prémio, nem eles, nem elas...

(se bem que elas, incautas, já  não estavam sóbrias por aí além, que o estafermo do cupido, a mando de Vénus, já tinha despachado o assunto e tinha ferido antecipadamente as fermosas donzelas para receberem os heróis épicos, uma droguita, senhores, cousa pouca, para que se rendessem aos mancebos, uns casados e outros não, sem resistência, provavelmente sem se lembrarem de nada ao outro dia. Uma droguita. Ossos do ofício.)

Vá, chicoteiem-me agora em praça pública, açoitem-me, queimem-me viva ou, pior, falem mal de mim nas costas, que eu já estou por tudo.
Tenho dito.

4 de março de 2019

o sapatinho foi à rua # 494

Entre uma ida ao banco e uma paragem no Briggs, houve uns minutinhos para umas fotos, uns dedinhos de conversa, um café pingado e um brigadeiro de leite creme (o meu preferido).
É bom parar, respirar fundo, relaxar e voltar à lufa lufa do dia a dia com mais vontade de dar o nosso máximo em cada tarefa.

Meninas, ponham o olho nos vestidos compridos e nas jaquetas de ganga, pois não vão querer outra coisa este verão.
Apostem nuns ténis confortáveis e voilá!
Estão prontas para qualquer ocasião.
;)







vestido: Zara
casaca de ganga: Springfield
ténis: Adidas Gazelle
collants cardadas: Calzedonia
pulseira em inox: Parfois
argolas: Claire's
brigadeiro de leite creme: Briggs 

28 de fevereiro de 2019

os meus cinco minutos # 29

O Velho do Restelo tem sido desprezado e chicoteado ao longo dos tempos e até injustamente banido do programa de Português do terceiro ciclo e do Ensino Secundário.
Um pária.
Um renegado.
Um excomungado.
Erradamente tido como um oponente à mudança, toca de pontapeteá-lo, sem lhe darmos a oportunidade de se defender, pois é muito fácil falar dos outros quando eles cá não estão.
Pior!
Já não temos um Saramago que lhe pegue e lhe crie o ano da morte de Camões e lhe dê voz.
Não.
Nada disso.
 Temos um século XXI inteirinho a apredejá-lo, quando o pobre diabo apenas nos quis alertar para os perigos e para os mostrengos que nos consumiriam e nos chupariam a carne e os ossos, que a alma já não tinha salvação.

Então, não é que, em finais do século XV, os que mandavam, decidiram, lá do alto, enviar-nos, de malas e bagagens, para o cu de Judas, quando tínhamos à perna os tramados dos Mouros?
Logo ali, a dois passos de distância?
E os Castelhanos e o caneco?
Mas nós não.
Fizemos ouvidos moucos, pois não nos interessava ouvir poucas e boas.
E toca de pôr o Zé Povinho a abandonar as mães, os filhos, as mulheres e o país  para se enfiar, durante uma eternidade, num bendito lenho, apanhar escorbuto e outras doenças que tal e morrer à fome, para dar de comer e beber e outras riquezas aos mais abastados.

Caramba, não tínhamos nós trabalhos suficientes por cá e ainda queríamos a glória de mandar, a vã cobiça, a fama, "Nomes com que se o povo néscio engana", para mostrar ao mundo que éramos diminutos em tamanho, mas grandes na alma?

Conseguimos ir mais além, de facto, mas não soubemos, de todo, lidar com algo demasiado grandioso, que nos ultrapassou e que foi a nossa morte, ainda que espiritual, cultural, civilizacional e económica.

A história da carochinha (não me interpretem mal, pois não sou contra ela, nem contra o Mar Português), quando chega ao canto IV, parece, finalmente, pôr os pés bem assentes no chão, no meio de tanta gabarolice.
Bem-haja o bom Velho do Restelo!

Mas calma.
Calma, que o sopro épico renascentista de Os Lusíadas, para que se saiba, é igualmente contrariado por uma ideologia terminantemente antiépica, através da qual se pinta, não a confiança, mas a dúvida inerente ao destino e aos Atos dos portugueses.
A dúvida, sim.
A dúvida.
Camões exalta e glorifica.
Mas não só.
Ele é o mediador crítico que faz a radiografia lúcida e obscura de uma realidade caótica que parece instalar-se e arrastar-se no seio da sociedade portuguesa.
Ele, melhor do que ninguém, conhece os erros, os defeitos e os crimes de muitos lusos e, mais!, acena-nos com eles, eriçado, em bicos de pés.

Olhem!
Olhem!

Sim, cumprimos Portugal, mas a pátria ficou por cumprir-se.
Valeu a pena?
"Tudo vale a pena se a alma não é pequena", lá disse o outro, um dia.

E a nossa alma, por acaso, provou ser grande?

Apenas a nossa fé e esperança alcançam limites desproporcionais na busca incessante de um messias, abraçando o sebastianismo e, advenientemente, acatando a passividade de cruzar os braços à espera de um salvador.

Por que não deixamos os mitos, os sonhos e as profecias de lado e arregaçamos as mangas, agora, de uma vez por todas?

23 de fevereiro de 2019

patanecos fofos-como-só-eles

Bom dia!
Hoje vamos falar de patanecos.
Precisamente.
Mas estes não são uns patanecos quaisquer.
Tirem lá o cavalinho da chuva.
Estes pequerruchos-fofos são lindos de morrer e só têm vantagens.
Vejamos.
São confecionados à mão.
O algodão é 100% antialérgico, adequado para crianças.
Têm olhos de segurança.
Lá está, sempre a pensar nos mais pequenitos!
Podemos personalizá-los com todas as cores do arco-íris e mais alguma e, sentem-se!!, podemos escolher...
Tam Tam Tam!!!
o género!!!
Abram as boquitas para aí, pois não é para menos!
Mas as vantagens não terminam aqui, não senhor.
Além de ser um produto nacional, é a Sandra Faustino, que estudou comigo na universidade, que os faz!

Mãe, professora em stand-by, apaixonadíssima por artesanato, é  exímia a fazer cada pedacinho de ternura.
Não, não estava a exagerar.
São topo!!!





Ah! Já me esquecia.
 Os patanecos vêm com nome e tudo.
Temos a Gigi, o Rufino, a Mimi (que tira o vestido) ou o Ellie, sempre de trombas.
 O meu preferido é, obviamente, o Principezinho, mas já desafiei a Sandra para um Fernando Pessoa.
Não faço por menos.

 Os patanecos podem ser adaptados a porta-chaves, alfinetes ou a porta-fotos.
You name it!

Aceitam-se encomendas AQUI
Venham elas!
 Beijinhos, Sandra! :)

22 de fevereiro de 2019

o sapatinho foi à rua # 493

Bom dia!
O fim-de-semana aproxima-se a passos largos e só pensamos em descansar.
Acertei?
Vamos apostar nos brancos em dias de frio e em dias mais quentinhos.
O look total fica sempre a matar.
Os pelos em cores inusitadas vieram com força.
Tão certo como dois mais dois serem quatro.
Have fun!!
;)







camisola de lã: Only (prenda do Bernardo para mim, na Xtreme)
jeans: H&M
casaco: Zara (modificado)
botins: Zara
lenço: Parfois

20 de fevereiro de 2019

o sapatinho foi à rua #492

O mote são os vestidos compridos.
Compridos e fluídos.
Se forem floridos, tanto melhor.
Servem-se com ténis práticos e confortáveis.
Estejam atentas a este look, pois vai ser o prato principal esta primavera/ verão.
Beijinhos ;)











vestido: Springfield
casaco em pelo sintético: Lefties
ténis: Adidas Stan Smith
lenço: Parfois
collants cardadas: Calzedonia