6 de agosto de 2015

é só meter no saco, pá!

Vizinhança no raio de 200 metros, eu TAMBÉM tenho um cão e apanho os cocós todos que o bicho faz que até me lixo e ainda não morri!
Agora, deixar cocós-gigantes a enfeitar o passeio é uma vergonha!
Aliás, aquilo não são cocós, não são nada!, aquilo são mais poias-de-vaca do que meros cocós de tamanho aceitável.
Aquilo são Senhores cocós, de pelo no peito e barba rija!
São cocós que não nasceram ontem!
Vou eu, muito descansadamente,  passear a bicha e quase morro asfixiada com o cheiro; parece que estou num aterro sanitário!
E caminhar ali!??
Uma tortura! Parece que ando a saltar pocinhas para me desviar da cagalhotada toda!
Enfim, um inferno!
Meus senhores, basta levar um saquito convosco e apanhar o cocó-que-não-vos-morde!
Até a criança sabe apanhar um cocó e metê-lo no lixo!
Quem quer cão, tem de levar com os cocós atrás, ou pensam que é só fazer festinhas ao animal, brincar com ele e tal, tirar-lhe umas fotos para aparecerem no Facebook  e viver num mundo cor-de-rosa-sem-cocós?
Pensam?
Então, pensem lá outra vez! 

4 de agosto de 2015

sanita pingada

Este post é para todas as sapinhas-marotas-e-com-falta-de-pontaria (vocês sabem quem são) que, hoje (já para não falar noutros dias), fizeram chichi na borda da sanita e houve alguém que se sentou lá e não gostou.
Caramba, meninas!
Que não queiram sentar-se numa sanita que não seja a vossa, a gente até entende, mas pingar a sanita dos outros e depois dar de frosques, de mansinho, como quem Não é nada comigo, isso não!

o sapatinho foi à rua # 244





caldeirada de enguias

Sapitos, no outro dia, os meus pais-que-são-uns-queridos deram-me enguias… por cozinhar.
Cruas, portanto.
Acredito que aqui, em Aveiro, 80% das pessoas adorem enguias.
Eu sou uma delas.
Mas daí até cozinhá-las, ainda vai um bom bocado.
Ai, se vai!
Pequenos anfíbiozinhos-esfomeados, para que houvesse caldeirada lá em casa, tive de pegar no raio das enguias, tive de cortá-las e tive de metê-las na panela.
Um drama, como devem calcular!
Pegar nelas foi o caraças.
Aquilo tem uma ranhoca tal que os bicharocos escorregavam por todos os lados!
Como sou uma mulher do Norte, consegui executar a operação com alguma facilidade (pouca, mas consegui).
Para quem é apreciador de caldeirada de enguias, deixo aqui a receita do meu pai, que é um expert no assunto! Não quero que vos falte nada!

Ingredientes (acho que não me esqueço de nada):
cebola
alho
louro
salsa
açafrão das Índias
azeite
vinagre
batatas
enguias
toucinho
malaguetas a gosto
sal


Preparação:
Cortar a cebola em rodelas até fazer uma cama jeitosa, acrescentar o alho cortadinho e o louro. Adicionar as batatas cortadas em rodelas (truque: cortar mais 1 batata às tiras fininhas, tipo palha-palha, para se desfazer e tornar o molho mais espesso). Enfiar as enguias na panela. Adicionar o toucinho, o azeite, o sal, as malaguetas, a salsa (de preferência ao natural) e 2 colheres de sobremesa de açafrão das índias. Acrescentar água até 2 dedos abaixo das enguias. Deixar a lume médio durante 20 minutos. Acrescentar vinagre a gosto e deixar mais 5 minutos.
E está pronto!!!

Servir com vinho branco verde!

Resultado: uma barrigada DAQUELAS!!!!  


O pessoal lá em casa ADOROU! A criança-que-eu-amo levou um avanço do caraças, mas ainda conseguimos alimentar-nos minimamente (quando chegar à adolescência, nem quero ver; mais vale sustentar um burro a pão-de-ló!).

3 de agosto de 2015

rebaldaria

Este fim-de-semana foi uma autêntica REBALDARIA!
Sim, uma rebaldaria!, na verdadeira aceção da palavra!
Eu e a criança, depois de uma manhãzaça de praia, depois de muita exaustão, muito protetor solar e muita correria pelo areal Barriano, eis que chegámos a Aveiro fa-min-tos.
Aliás, famintos é pouco!
Capazes de comer um boi (cada um), isso sim!
Então, parámos na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, Rua Direita para os amigos, e eis que uma esplanada simplesmente deliciosa olha para nós e nos pisca o olho, como quem a dizer
Não vão mais longe!
Sentem-se, vá!
Ponham-se à vontade!
É fome que têm?
Nós tratamos já disso!
Sapinhos, era um restaurante simpático, com uma esplanada apinocada, uma atmosfera reconfortante e um atendimento incrível.
Não valeu a pena pensar muito.
Sentámo-nos e pedimos uns hambúrgueres.
Os matulões-gourmet chegaram e o sabor, digo-vos, era de morrer e chorar por mais!
Claro que fiquei com a máquina fotográfica em riste, pronta a captar cada pormenor: os vasinhos com as plantas coloridas, em cima das mesas, a tábua com os molhos, as batatas fritas, as florinhas em crochet




















Amores, mesmo-mesmo-mesmo no centro de Aveiro, na rua pedonal mais mediática da cidade (talvez a única…), junto à Igreja da Misericórdia, vale a pena parar na Rebaldaria, almoçar, jantar ou petiscar, a qualquer hora do dia ou da noite, das 12:00 até às 2 da manhã!, sempre que o estômago der horas!!
Aprovadíssimo, portanto!

dama de honor stressada # 6

Agora que a coisa se começa a compor, que já há vestido e tudo (bem, vamos lá ver o que vem aí pelo correio… ainda nos sai o tiro pela culatra….), tenho andado enleada a pensar no raio do penteado.
Sim, eu sei que é cedo, que ainda tenho um ror de tempo até outubro para me debruçar a sério sobre a questão, mas gosto de ter as coisas minimamente organizadas.
Já se falou em usar tiaras, mas descartei essa hipótese (acho eu), depois falou-se em usar um chapéu (o que não faz nada o meu género) e agora estamos viradas para algo mais discreto (umas florinhas, umas pérolazecas ou algo, assim, com menos de 3 cm, preferencialmente…).
Entretanto, uma vez que o meu cheveaux  tem estado a crescer porque não tenho feito muitas asneiras (graças a Deus e a todos os santinhos do altar), pensei em atirar-me a uma side braid, mais para o romântico… e as meninas estão comigo!
Será que o meu petit  cabelo dá para fazer uma coisa destas?

O que acham?

2 de agosto de 2015

o raio da bicharada # 24

É só para dizer que me tenho visto da cor da abelha com a dona Ippon, o terror cá de casa.
A bicha pensa que faz coleção de sapatos e arrepanha tudo o que cheira a chulé (meias também, carradas de meias) e faz um monte daquilo.
Tipo isto, sem tirar nem pôr!!

1 de agosto de 2015

sapatinho fit... ou talvez não # 48

Hoje vamos falar, aqui, no Sapatinho, de… arroz integral!
Ah, o arroz integral!!
Esse pobrezito, completamente marginalizado, posto de lado como se não valesse nada, tratado abaixo de cão, reprimido e açoitado em praça pública!
Primeiro, demora uma eternidade a ser confecionado e não temos tempo a perder no nosso dia-a-dia atribulado!; depois, o sabor é diferente, mais forte, pois é o sabor do arroz verdadeiro, sem ser submetido a qualquer tratamento para ficar branquinho!!!
E mais!, é duro que nem cornos!
Um drama, portanto!
Embora seja EXTREMAMENTE saudável, o arroz branco passa-lhe a perna em 3 tempos!
São hábitos, meus senhores, são hábitos!
Para os sapinhos que não sabem, estima-se que, no processo de polimento do arroz para que fique branquinho, há uma perda de cerca de 75% em nutrientes.
75% é dose!!!
Mas calma, anfibiozinhos-impacientes, calma!!
Há sempre solução para cozinhar o arroz integral!! Como o outro diz, só não há solução para a morte!!
A dica mais básica para cozinhar este arroz é, sem sombra de dúvida, deixá-lo de molho, em água morna, com umas gotinhas de sumo de limão, entre 6 a 8 horas!!!
Isso mesmo!!
Porquê deixá-lo de molho?
Porque permite que as enzimas e os lactobacilos neutralizem o ácido fítico, aumentando os benefícios nutricionais e as quantidades de vitaminas disponíveis, especialmente as vitaminas do complexo B.
Ao contrário do branco, o arroz integral NÃO DEVE, sob pretexto nenhum, ser refogado, ou aí teremos, isso sim, de esperar uma eternidade para que fique pronto!
Como é que se cozinha, afinal de contas, o arroz integral? perguntam vocês
É peanuts!
Refoga-se a cebola, o alho e os vegetais, se for o caso; acrescentamos a água (na mesma medida de 1 por 2) com temperos (ervas e sal) e, só depois, o arroz; deixa-se cozinhar por cerca de 20 minutos (se necessário adiciona-se mais água) et voilá!
Convencidos????
Agora é só passar à acção! Pela vossa saúde!!!